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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Drive - O Filme


Depois de um breve intervalo, volto com um post dedicado a sétima arte. Drive certamente é um dos melhores filmes que assisti esse ano. Poderia falar muita coisa sobre ele, mas preferi publicar a crítica bem escrita do site Pipoca e Nanquim, a qual eu concordo em gênero número e grau.
Uma boa leitura!


É muito interessante acompanhar a ascensão de um exímio cineasta. Depois de executar uma respeitável trilogia intitulada Pusher, o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn chamou a atenção de todos com a insana história real de Bronson o presidiário mais infame e brutal da Inglaterra -, e em O Guerreiro Silencioso (Valhalla Rising) explorou de forma assustadora a vida de homens perdidos em uma Europa montanhosa, que beirava o início das cruzadas e chafurdava na violência e ignorância. Uma realidade certamente distante.

Mas em Drive, o diretor atinge um nível de perfeccionismo que em suas outras obras não alcançou. Ele encontra o tempo certo, apresenta a trilha perfeita, escolha somente as palavras exatas e entrega de presente uma fita memorável, que o posiciona ao lado de grandes diretores de nossa geração. Sem exageros.

O Filme conta a história de um jovem e habilidoso motorista que trabalha como dublê em cenas de velocidade. Mas, em suas horas vagas, exerce outro tipo de serviço onde a perícia ao volante é igualmente importante. Cercado por interesses escusos da máfia local, o piloto acaba pisando em alguns calos, fato que desengatilha uma cadeia de eventos que pode prejudicar todas as pessoas ao seu redor, inclusive sua nova amiga Irene, cujo filho Benício tem pouco mais de 10 anos.

Como todo trabalho bem sucedido, podemos perceber em Drive o caminho, respeito e, principalmente, a atenção que o diretor tem aos mínimos detalhes de sua execução. A criatividade então surge como diferencial: cenas inteligentes, elaboradas de forma poética, iluminação fantástica e edição ao melhor estilo europeu. E o que falar da emblemática trilha sonora? Ela consegue fazer com que a sonoridade dos anos 80 emocione novamente, mesmo com suas linhas extremamente melosas, sintetizadas e irreais.

Refn apresenta traços de genialidade que obviamente são frutos da influência de mestres como Martin Scorcese, Tarantino, Kubrick e do conterrâneo Lars Von Trier. Na verdade, o slow motion utilizado pelo diretor, em certos momentos, nos remete as atuais obras de Trier, como Melancolia e o Anticristo.

O roteiro de Hossein Amini adapta o elogiado clássico noir homônimo de James Sallis. A forma mecânica com que o motorista se desenvolve no livro é transcrita de maneira exemplar no longa, fazendo do personagem um ser complexo e contraditório, altamente articulado mas, ao mesmo tempo, se focando somente em agir instintivamente, como se fosse apenas uma extensão de seu carro, um herói cheio de falhas e estranhezas.

"Much later, as he sat with his back against an inside wall of a Motel 6 just north of Phoenix, watching the pool of blood lap toward him, Driver would wonder whether he had made a terrible mistake. Later still, of course, there´d no doubt. But for now Driver is, as they say, in the moment."
 - Trecho do livro Drive, de James Sallis.

E no papel do motorista sem nome temos Ryan Gosling. Sendo comprovadamente um bom ator, em Drive ele encarna, principalmente, o espírito de um cara diferente em tudo que faz, com raciocínio rápido e apto a realizar atos de violência descomunal. Basicamente nenhuma informação de seu passado é oferecida, e poucas frases são proferidas pelo mesmo durante toda a projeção - poucas, mas contundentes. Lembrando em certos momentos um ser robótico, e em outras o Stallone "Cobra", podemos até fazer um link do motorista com heróis de games desprovidos de alma, como Niko Belic, da franquia GTA (Rockstar), ou mesmo enxergar semelhanças  do longa com a série  Driver (Ubisoft). 

Servindo como par romântico (pouco convencional) temos Carey Mulligan e sua adorável Irene. A atriz apresenta extrema sensibilidade com a personagem, fazendo dela o retrato perfeito da solidão e tristeza. No papel do vilão Nino, o impagável Ron Perlman chama atenção e entrega um dos melhores trabalhos da sua vida. Já Albert Brooks, como Bernie Rose, constrói um mafioso diferente de tudo que você já viu (sua interpretação lhe rendeu uma justa indicação ao Globo de Ouro). E fechando o time, temos ainda o mecânico Shannon, interpretado pelo eficiente Bryan Cranston, famoso pela série de TV Breaking Bad.

No final, Drive se mostra um neo-noir contemplativo. Nicolas Winding Refn explora a natureza humana de forma investigativa, transformando um olhar em mil palavras e valorizando estes momentos de maneira única. A obra consegue intercalar perfeitamente momentos de puro ódio com a beleza triste de um amor platônico, resumindo em apenas um beijo todo este significado. Refn merecidamente ganhou Cannes de melhor direção por Drive e deixou todos bem animados com o que poderia vir a seguir.

Filme obrigatório.


Fonte: http://pipocaenanquim.com.br/cinema/drive-critica/ 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Facebook & Instagram


Há exatos 31 dias atrás Marcos Zuckerberg anunciou ao mundo que o Facebook havia comprado o Instagram por US$ 1 bilhão.

Para felicidade dos usuários do Instagram, pelo menos até o momento, não houve alteração na utilização do aplicativo, porém uma semana antes da compra, o aplicativo foi liberado para o sistema Android do Google.


Segue abaixo um texto publicado pelo consultor de Marketing, Marcos Hiller, em seu blog no dia do anúncio de Zuckerberg.





A mais nova simbiose do mundo digital: Facebook & Instagram


Nos primeiros dias de vida, o Instagram era apenas quatro funcionários, incluindo seus dois co-fundadores, e que trabalhavam amontoados nos primeiros escritórios do Twitter no bairro de South Park de San Francisco. E o Instagram, mais uma start-up da California e que não tem receita, fez brilhar os olhos do judeu liberal Mark Zuckerberg, que desembolsou um bilhão de dólares, e muito em breve vai saber como capitalizar muito bem em cima dessa fascinante rede social de fotos.

No veloz e ansioso mundo contemporâneo que vivemos, comprar o vizinho é a mais rápida estratégia para crescer. Não necessariamente é a decisão mais barata, mas é a mais rápida. Crescer de forma orgânica pode ser louvável, mas nem sempre responde à ambição de crescimento de acionistas. Assim como o Google, há alguns anos comprou o YouTube, e o transformou no segundo maior site de buscas do mundo. E por trás dessa aquisição do Instagram percebe-se uma visível intenção do Facebook em se tornar ainda mais forte nos dispositivos móveis, e deixar promissores aplicativos longe das garras do Google. O Instagram é uma criação concebida puramente para o universo mobile.



Quem usa o Instagram entende o magntismo que essa rede social gera. O conceito realmente é simples e genial ao mesmo tempo, pois faz com que pessoas se comuniquem por meio de imagens. A psicologia cognitiva talvez nos ajude a entender o fascínio por essa rede social, pois ela prega que seres humanos gostam mais de imagens do que textos. Por esse motivo que praticamente todas as marcas do mundo sempre adotam um símbolo ou um mascote para acentuar sua aproximação aos consumidores. E o conceito é simples. O Instagram é fundamentalmente uma rede social concebida em torno da fotografia, e disponibilizado apenas para uso em celulares (apenas para iPhone da Apple até a semana passada, agora já disponível também para o "patinho nada feio" Android, o sistema operacional da Google), onde as pessoas adicionam belíssimos efeitos às suas fotos produzidas com a (cada vez menos limitada) câmera do celular e compartilham com os amigos. O Instagram já tem dezenas de concorrentes, mas nenhum outro aplicativo teve uma ascensão tão rápida.

Ninguém perde com a compra do Instagram pelo Facebook. No entanto, alguns fãs do Instagram torcem para que o Facebook mantenha a originalidade e o conceito do aplicativo devidamente preservado. Pelo menos nesse início de simbiose, tudo deve continuar como sempre foi. Mas logo após o anúncio da notícia, os usuários mais assíduos do Instagram começaram a expressar descontentamento com a novidade nas redes sociais. Só o tempo nos dirá como serão tratados os mais de 30 milhões de usuários que fazem uploads de mais de 5 milhões de fotos ao dia.



terça-feira, 1 de maio de 2012

Os Vingadores - O Filme

Estreou na última sexta-feira dia 27 de Abril, o filme de super-heróis mais aguardado de todos os tempos (isso até o próximo do Batman, rs..). Em um só filme foram reunidos Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, além dos agentes da S.H.I.E.L.D., Nick Fury, Maria Hill e Phil Couson. Todo esse grupo junto para enfrentar o asgardiano Loki, irmão de Thor.

Mas o filme é tudo isso que os fãs esperavam? Valeu a pena esperar esse tempo todo? Será que não fizeram bobeira com o roteiro e estragaram todo o potencial que tinham em reunir os super-heróis em um filme, e agora não vamos mais querer ver esses filmes?



Bem, a resposta para todas essas perguntas é: Sim, o filme é muito melhor que poderíamos imaginar. Sem dúvida é disparado o melhor filme de super-heróis da Marvel feito até agora. Uma verdadeira obra prima da Marvel Studios, que atingiu seu ápice no universo cinematográfico.

Uma das maiores preocupações de todos, fãs ou não da Marvel, era o elenco enorme de super-heróis em um único filme. Teria espaço para todos eles atuarem? Não corria o risco de um ofuscar o brilho do outro? A preocupação foi revelada em desnecessária, pois isso não aconteceu. Cada um dos personagens possuiu um papel importante, bem definido, sendo que todos ganharam o destaque que merecem.

Tudo isso foi possível pelo excelente trabalho do diretor e roteirista Joss Whedon. O roteiro foi escrito de forma brilhante, com diálogos bem construídos e algumas vezes muito engraçado. Sim, o filme tem momentos muito engraçados, mas sem descambar para a comédia. Esses momentos alternam-se com momentos de tensão, tudo isso em uma batalha gigantesca.

Loki, o vilão do filme também merece destaque, já que ele se apresenta como um autêntico mesquinho, ganancioso e narcisista. Em alguns momentos ele nos engana aparentando que ainda há salvação para ele, entretanto ele acaba sorrindo de forma maníaca e nos apunhalando pelas costas.


A ação do filme é espetacular e sem dúvida será elogiada mesmo por aqueles que não ligam para filmes de super-heróis.  Já os fãs mais entusiastas serão plenamente satisfeitos com as cenas de lutas da batalha dos Vingadores contra o exército de Loki.

Vale lembrar que além de tudo isso, o elenco é formado por estrelas que se sabem muito bem em cada personagem. Robert Downey Jr., Samuel Jackson, Scarlet Johansson, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Chris Evans, Cobie Smulders, Clark Gregg e  Tom Hiddleston seguram a bronca, principalmente se considerarmos que serão dissecados pelos fãs mais xiitas.

Os Vingadores é diversão garantida nos cinemas, é um daqueles poucos filmes que vale cada centavo que você paga no ingresso e obviamente, é um filme obrigatório para os fãs de quadrinhos.

Quem puder, assista em Imax, sem dúvida você achará a diversão espetacular e irá querer sair da sala de cinema e entrar na fila para comprar um novo ingresso.


Enjoy it!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ufania da Copa


Já estamos há 2 anos da Copa e não temos nem um terço das obras prontas.  Obviamente todas elas já foram superestimadas e muito dinheiro ainda será desviado. Os bolsos de poucos ficarão bem cheios enquanto a maioria do povo brasileiro, ufanista, ficará apenas achando o quão bom é termos uma Copa por aqui e é bem capaz de não enxergarem a piada de mal gosto que será.

Reproduzo aqui um texto de Outubro de 2011 do jornalista Guilherme Fiuza. Embora não tenhamos mais o (imbecil) Orlando Silva ocupando o cargo de Ministro dos Esportes, o texto é bom para refletirmos como a político Pão e Circo impera na República das Bananas.


2014, a Copa do governo bêbado

Dilma foi à Fifa e acabou com as dúvidas sobre a Copa do Mundo: chova ou faça sol, está garantida ao Brasil uma boa ressaca em 2014.

Essa perspectiva segura foi muito bem recebida pelos brasileiros, um povo cordial que jamais renuncia à alegria e ao oba-oba, mesmo quando está sendo assaltado.

A preparação do país para a Copa vai muito bem, obrigado. As obras faraônicas para os estádios seguem as regras mais estritas das negociatas, devidamente avalizadas pelo dinheiro do contribuinte.

A grande novidade é que o torcedor brazuca, ao entrar no Maracanã ou no Itaquerão, vai poder encher a cara e esquecer os quase 2 bilhões de reais que esses novos templos da esperteza lhe custaram.

Foi mesmo providencial o anúncio do ministro dos Esportes, Orlando Silva, sobre a revogação da Lei Seca nos estádios brasileiros durante a Copa. Ninguém suportaria assistir careta a tanto gol contra.

Tome mais uma dose e alcance a lógica do ministro:
A proibição de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol, determinadas pelo Estatuto do Torcedor contra a epidemia de violência nas arquibancadas e nas ruas, pode ser suspensa porque "a Copa é especial".

Orlando Silva explicou que essa regra de civilidade e segurança, há anos em vigor no Brasil, pode ser revista por causa dos "compromissos da FIFA com os patrocinadores".

O ministro tem razão. O direito brasileiro termina onde começa o faturamento da FIFA. Esse papo de soberania nacional soa bem em época de eleição - mas em época de Copa do Mundo não tem nada a ver. A Copa é especial.

Os que acham absurdo sujeitar as leis do país a uma marca de cerveja estão reclamando de barriga cheia. Se a patrocinadora da FIFA fosse a Taurus, o ministro Orlando Silva também examinaria "com cuidado e naturalidade" a entrada de torcedores armados nos estádios.

E que não venham os estudantes protestar contra o roubo de seu direito à meia entrada na Copa. O governo brasileiro pode ser frouxo, mas felizmente também é incompetente: na falta de um sistema de transporte decente, decretará feriado nos dias dos jogos.

Os estudantes não tem o que reclamar.

Dilma e Orlando Silva poderiam estar matando, poderiam estar roubando, mas estão só rasgando as leis. Viva o governo ébrio.



quarta-feira, 21 de março de 2012

Eu tive um sonho


Acordei num dia em que os tablóides de 0,50 centavos não traziam nenhum escândalo ou frase de duplo sentido estampados, a Luciana Gimenez resolveu fazer medicina na Universidade Estácio de Sá e abandonou seu programa de variedades, a turma do Pânico cansou de fazer sempre a mesma coisa e foi apresentar um programa sobre hermenêutica na TV Cultura e a novelinha Malhação saiu do ar, depois que um dos atores de sua primeira temporada teve o primeiro neto.

Era um Brasil diferente, o Magazine Luiza vendia estantes para livros e as crianças não entendiam como alguém um dia realmente pôde gostar de "Ai, se eu te pego", sem falar em micaretas, que hoje só podiam ser vistas no Museu do Mau Gosto, junto com uma reconstrução cenográfica da Gaiola das Popozudas.

Curiosamente, o brasileiro não ficou menos brasileiro por isso, continuava com essa tendência genética a falar alto e trazer sempre uma gargalhada histérica pronta para ser disparada a qualquer momento, mas pelo menos parou de consumir toneladas de entulho no café, almoço e jantar, o que já era grande coisa.

Tiriricas ainda passeavam pelo Congresso, afinal, velhos hábitos não morrem facilmente, mas o cidadão médio cansou de ver sempre a mesma coisa, num loop de "É o Tchan", "Rebolation", "Bonde do Vinho", "Brasil Urgente" e "A Fazenda".

Das novelas, sobrou só a das oito, mesmo assim a título de preservação do patrimônio, já que apenas senhorinhas que já passaram dos 70 anos ainda assistiam aquilo.

Diziam que foi algo que os americanos colocaram na água, alguns suspeitaram de vazamento na usina de Angra, mas o fato é que eu achei bem legal o que vi.

Mas o mais pitoresco, o que mais chamou minha atenção, foi a velha casa do BBB. Algumas pessoas moravam ali, paredes de vidro e pequenas passarelas guiavam os visitantes sobre aquele zoológico humano.

Alguns atiravam um contrato para a capa da Playboy para uma moça, que em troca fazia gracinhas dentro de uma piscina, tal qual uma foca ou um golfinho em troca de um peixe.

O impacto foi tanto, que tive que perguntar a uma daquelas pessoas que observavam o porque daquilo tudo, e a explicação mostrou que eu estava realmente sonhando:

- Sabe o que é, moço, é que a audiência do BBB caiu, ninguém mais votava em paredões, ninguém comprava o pay-per-view, então resolveram tirar o programa do ar, só que esqueceram os BBBs presos aí dentro da casa.

- Que isso, e ninguém soltou?

- Nada, o Eike Batista comprou a casa de porteira fechada, com os participantes dentro e tudo, cercou e começou a cobrar ingresso, dizem até que foi por isso que passou o Carlos Slim como o homem mais rico do mundo.

Fonte: www.contracorrenteza.com 


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Trilogia O Poderoso Chefão (sem spoilers)


Para àqueles que me conhecem sabem que esse (filme 1) é o primeiro da minha lista de melhores filmes de todos os tempos. Você pode até não gostar, mas clássico é clássico e eles devem ser assistidos.

Essa obra de arte foi dirigida por Coppola em 1972, 74 e 90 com roteiro dele e de Mario Puzzo, autor do livro.  Com uma constelação de estrelas participando, como Al Pacino, Robert Duval, James Caan, Diane Keaton, Robert de Niro (segundo filme) e eternizada com a brilhante interpretação de Marlon Brando como Don Vito Corleone, a parte I está sempre alternando o posto de primeiro e segundo lugares como melhor filme de todos os tempos, nas mais diversas listas criadas mundo afora.

A trilogia narra a ascensão e queda da família Corleone comandando a máfia italiana em Nova York entre os anos 40 e 70. Com atuações fantásticas, diversas cenas e falas marcaram o cinema mundial, bem como a trilha sonora e música tema (composta por Nino Rota). Você pode até nunca ter assistido a um dos filmes, mas basta ouvir os primeiros acordes da música tema para saber que se trata do Poderoso Chefão.

Diversos atores consagrados foram cotados para os papéis principais e boa parte deles fizeram testes para participar do primeiro filme. No lugar de Brando foram cotados os atores Laurence Olivier e Ernest Borgnine. Para o papel de Michael Corleone cotaram Robert Redford e Ryan O´Neal, sendo que Jack Nicholson, Dustin Hoffman, Warren Beatty, Martin Sheen e James Caan chegaram a fazer os testes, sendo que Caan acabou ficando com o papel de Sonny.

A lista de estrelas cotadas continua com Bruce Dern, Paul Newman e Steve McQueen  foram considerados para o papel de Tom Hagen, que acabou ficando com Robert Duvall.  Participaram ainda dos testes Sylvester Stallone, Anthony Perkins e Mia Farrow.

  A Trilogia ganhou no total 9 prêmios Oscar (parte I e II) entre diversos outra prêmios ao redor do mundo. Até hoje muita receita é gerada com a venda de produtos licenciados da trilogia como Action Figures, camisetas, games entre outros.

Para os mais novos que gostam de cinema e ainda não assistiram os filmes, fica a lição de casa para apreciarem esta obra prima. Para os mais velhos que ainda não assistiram, por favor, não falem que gostam de cinema se não viram, pois esses são filmes obrigatórios para qualquer cinéfilo.


Obrigado Mario Puzzo e Francis Ford Coppola por compartilharem com o mundo essa obra de arte.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Anos 80 - Os Melhores


Estava pensando qual tema abriria os posts de 2012 e não chegava a nenhuma conclusão. Queria um assunto diferente de filmes/livros/séries, algo mais abrangente e ao mesmo tempo em que fosse quase uma unanimidade (eu sei que é impossível). Como vocês podem ver, estava bem fácil, rs.., mas ês que tive um insight sobre 2 filmes dos anos 80 e pensei: “Anos 80 seria excelente” (pelo menos o tema, não o meu texto, rs..).

A onda de nostalgia começou anos atrás e ainda mantém-se forte até hoje. Festas de anos 80 foram organizadas em vários lugares e justiça seja feita, pelo menos para o Rock Nacional, esses foram anos de glória.

Tudo que há de melhor no Rock Nacional surgiu nessa década: Biquini Cavadão, Ultraje a Rigor, Paralamas do Sucesso, Blitz, Lobão, Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs, Ira!, Capital Inicial e a maior e melhor de todas, Legião Urbana. Havia espaço para tudo, humor irreverente, mas com conteúdo, vide as letras de Roger Moreira e seu Ultraje a Rigor, críticas sócio-econômica e políticas (Titãs, Paralamas, Capital e Legião entre outros).

Mas outros ramos da cultura também tiveram seus anos célebres. No cinema (tento fugir dessa temática, mas não tem jeito, rs..) houve algumas franquias clássicas como Loucademia de Polícia, Um Tira da Pesada, Duro de Matar, Férias Frustradas, Rambo, Rocky, Indiana Jones, Apertem os Cintos... o Piloto Sumiu, De Volta para o Futuro para citar algumas e outros clássicos com Goonies, Gremlins, Conta Comigo, ET, Curtindo a Vida Adoidado, De Volta às Aulas, Batman entre tantos outros.

Na TV também tivemos seriados americanos clássicos como A Super Máquina, Esquadrão Classe A, Chips, Duro na Queda, Missão Impossível, Magnum, A Gata e o Rato, Miami Vice, Trovão Azul, Profissão Perigo (MacGyver). Por aqui não tivemos tantas produções legais, mas vale citar a Armação Ilimitada, os programas Os Trapalhões, TV Pirata e o Viva o Gordo, o qual eu esperava a semana toda passar pra poder assistir. Entretanto acho que o campeão em audiência desde o início da década e o qual ainda tem uma enorme audiência é o Chaves. Gerações se passaram e o sucesso continua firme e forte em terras tupiniquins.

E os desenhos? Foram muitos como Scooby-Doo, A Caverna do Dragão, Thunder Cats, A Corrida Maluca, Pica Pau, Os Jetsons, Hong-Kong Fu, Tutubarão, Falcão Azul e Bionicão, Super-Amigos, Os Impossíveis, Johnny Quest, os Herculóides, A Corrida Espacial e muitos outros, a lista é enorme.

O mundo era diferente e muito mais simples, jogávamos Atari e Odissey, onde ambos os joysticks tinham apenas um botão. Passávamos horas jogando bola na rua, brincando de várias brincadeiras como Esconde-Esconde, Mãe da Rua entre outras, sem grandes preocupações. Em épocas de chuva passávamos horas jogando futebol de botão e vários jogos de tabuleiro. Quem foi que já não arranjou uma discussão jogando War ou Banco Imobiliário? Tinha também o Detetive, Jogo da Vida, Master, Scotland Yard, Jogo da Veja (sim, a revista) Cara a Cara, Combate e por aí vai. Claro que não podemos esquecer que comprávamos nossos brinquedos no Mappin ou na Mesbla.

Meninos colecionavam figurinhas de futebol entre outras, meninas colecionavam papel de carta e brincavam de elástico, que os meninos sempre achavam ridículo, rs... nas festinhas de aniversário sempre rolava um Beijo, Abraço ou Aperto de Mão. Nessas festas tomávamos  Coca-Cola, Gini, Crush, Tubaína e muita Fanta Uva. Sempre tínhamos no bolso um Drops Dulcora, chiclete Ploc, Ping-Pong (com figurinhas) e Adams Mini.  Comemos muito chocolate Lolo, Surpresa (colecionávamos os cartõezinhos de animais), sensação e Kri. 
                                                      Vai dizer que você nunca se engasgou com uma bala Soft?

Sinto saudades deste tempo (sim, sou saudosista moderado, rs...) onde conversávamos com um ou vários amigos pessoalmente, e não precisávamos de um computador para isso. Eu achava legal quando ia usar um orelhão e percebia  que não haviam pego a ficha que havia sido devolvida. Adorava guardar as tampinhas da Coca-Cola para trocar pelos vários brindes legais (Ioiôs, mini garrafinhas...), e usei muito Kichute e Bamba Cabeção até a sola ficar lisa.

Mas como o velho clichê de que tudo que é bom dura pouco, os anos 80 passaram (vieram os chatos anos 90), o mundo mudou e passou a ser online através da internet e dos vídeo games conectados a rede. Tudo bem que esse novo mundo tem seus atrativos, mas sem dúvida não é mais um mundo onde as coisas demoram a acontecer, onde um ano passava devagar e conseguíamos fazer um monte de coisas sem termos a louca sensação de que não tínhamos tempo para nada, como hoje em dia.

Faltou falar de muita coisa legal, se lembrarem de mais coisas que marcaram, falem aí no comentário.

Se você viveu os Anos 80 sabe bem como eles foram legais. 

Salve os Anos 80!