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domingo, 12 de maio de 2013

Game of Thrones - The Exhibition




Dia 14 de Abril de 2013 às 23h foi o momento mais esperado do ano pelos fãs da série em São Paulo. Não pelo término do terceiro episódio que acabaria nesse horário, mas sim pelo início da distribuição dos 15 mil ingressos da Exposição Game of Thrones que se esgotariam em apenas 1 hora e meia.

Junto com Nova York, Toronto, Amsterdam e Belfast, a cidade de São Paulo foi uma cidade presenteada para receber a exposição de peças utilizadas principalmente na primeira e segunda temporadas. O Brasil é a segunda maior audiência da série no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, e com isso, os produtores escolheram a cosmopolita cidade de São Paulo para presentear o país.

A exposição ocorreu nos dias 25 a 30 de Abril no Shopping JK Iguatemi, com horários agendados a cada uma hora e meia, onde um grupo de até 250 pessoas entravam para ver as peças, vestuários e demais acessórios originais utilizados pelos atores. O evento de inauguração contou com a presença dos atores Liam Cunnigham, que vive Sir Davos Seaworth, e Alfie Allen, que interpreta Theon Greyjoy.

Os artigos (mais de 70) representavam cinco, das sete casas de Westeros, passando pelas casas Stark, Lannister, Targaryen, Baratheon e Greyjoy. A peça mais esperada era sem dúvida o Trono de Ferro, onde todo visitante tinha direito a sentar e tirar uma foto pela produção da exposição, além de receber uma cópia impressa da foto. Muitos artigos importantes, como a espada Gelo, de Ned Stark; Agulha, de Arya Stark e Garra Longa, de John Snow, a exposição contava ainda uma atração interativa onde os visitantes tinham a oportunidade de “participar” da Blackwater Bay, onde podiam de lançar 3 flechas para tentar acertar o Fogo Vivo e destruir os navios.

Game of Thrones – The Exhibition foi um evento extremamente bem organizado, um verdadeiro presente dos produtores da série para os fãs. O Baú do Rei esteve presente no exibição e abaixo você poderá acompanhar algumas fotos.




















































Winter is Coming!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Unidos da Coreia do Norte


Vem chegando o carnaval e as cercas de arame farpado vão surgindo por todos os lados. De repente guardas armados começam a tomar conta das ruas e a vigiar tudo que você faz pelas redondezas. Em alguns dias, agentes secretos se infiltram até em conversas de elevador, reprimindo o menor sinal de dissenso: todo mundo tem que apoiar o novo regime e movimentos de oposição não serão tolerados.

Desfiles tomam conta das ruas, com fileiras de pessoas reduzidas a pixels marchando ao som de tambores e outros instrumentos para uivos da massa ensandecida. Uniformes reluzentes passam em profusão, tanques alegóricos atropelam tudo o que passa pela frente.

A “patrulha da felicidade” fica de olho em potenciais rabugentos, dissidentes e reacionários que ousam não se render ao chamado dos tambores. Ai deles!

Comparações exageradas à parte, o carnaval, é sim, uma ditadura. Gente que não gosta de “bloco” não só fica com receio de dizer que não gosta daquilo, como por medo das recriminações no estilo “Gosta de que então? Passear em um museu na Europa?”, até vai junto com os amigos, chegando a fingir que se diverte só para não ser visto como o “do contra”.

O sujeito ali num canto, se sentindo mais miserável das criaturas no meio de bêbados, homes com sutiã da irmã e cheiro de sovaco com desodorante vencido,           mas ainda assim quando percebe que alguém o vigia de longe, já com a frase de recriminação pronta – “se diverte aí cara, é carnaval!” –rapidamente capricha naquele sorriso babaca que todo folião tem (ri de quê?) e fica pronto para a foto do Facebook.

Aliás, só essa frase “...mas é carnaval!” já deveria de justificativa para proibirem o evento por uns 10 anos, no mínimo.

Alguém está urinando no seu pé no meio da rua e você reclama? “Mas é carnaval!”. Um pentelho dá em cima de uma garota de forma inconveniente até que ela ameace chamar a SWAT? “Que isso, é carnaval!”. Parar em cima da faixa de pedestres? Tocar uma corneta cretina às 3h da manhã? Peidar na forafa? Mijar no guaraná? Defecar no patê? “Ah, é carnaval!”
 

E já que é assim, trate de gostar, meu amigo, senão a “tropa de choque da folia” chega batendo de cassetete.

Óbvio que muita gente se diverte genuinamente num desfile de bloco atrás de um trio elétrico, mas lembremos que a “Tomatina”, evento que todos atiram tomates uns nos outros no meio da rua, o festival do queijo rolante e o arremesso de cabras também diverte milhares de pessoas ao redor do mundo.

O problema que essas pessoas que se divertem genuinamente não conseguem acreditar que exista outras pessoas que detesta tudo isso genuinamente. O espanto já começa em letras de música como “Quem não gosta de samba, bom sujeito não é” ou “Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”.

Errado, minha gente. Muita gente boa detesta samba e eu só iria em um trio elétrico sob ameaça de um revólver ou adiantamento de alguns milhões de dólares americanos.

Assim caímos numa situação onde alguém que não goste de: barulho, cheiro de urina, lixo espalhado pela rua, multidões comprimidas em espaços exíguos, gente desconhecida se achando no direito de fazer brincadeiras idiotas como se fosse um amigo de infância, trânsito engarrafado, ruas interditados e gringos ávidos por turismo sexual, não necessariamente nessa ordem, se sente até culpado por não gostar de tudo isso e é recriminado abertamente se ousar.

Não se reúne 20 pessoas no Brasil para vaiar um bando de deputados ou senadores prestes a instalar um ladrão em algum cargo importante, mas é fácil juntar uns 100 para olhar cachorro atropelado e milhares para um desastre maior, tipo um desfile de bloco na orla de Ipanema.

Aos teimosos que cismam em não se render ao “reinado” de Momo Jung II, resta o exílio, isso se o engarrafamento não o deixar preso no trânsito do país do carnaval.
Fonte: http://www.contracorrenteza.com/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

10 Melhores Filmes de 2012


Primeiro quero agradecer a todos que participaram enviando suas listas com os 10 melhores filmes de 2012.

Esse foi um bom ano para o cinema, pois tivemos grandes blockbusters. Por causa disso, muitos filmes “menores” que se destacaram incrivelmente, como o francês “Intocáveis”, o americano “Drive”, ou então a versão americana de “Millenium – O homem que não amava as mulheres” acabaram não aparacendo entre os 10, ou então não entre o top 3.
 
Espero que 2013 tenhamos um ano tão bom no cinema quanto foi 2012, para fazermos outra lista como essa.

Vamos aos resultados:

1 – Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge


2 – Os Vingadores


3 – O Hobbit


4 – 007 Skyfall



5 - Intocáveis


6 – O Espetacular Homem-Aranha


7 – A Invenção de Hugo Cabret


8 – Amanhecer Parte 2


9 – As Aventuras de Tintim


10 – Branca de Neve e o Caçador

 
Muitos outros filmes foram citados além da lista que o blog sugeriu e todos foram computados na votação.
Mais uma vez obrigado que a lista de 2013 seja repleta de filmes excelentes!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Melhores Filmes de 2012

Depois de muito tempo sem atualizar o Blog, chega de descanso e vamos trabalhar. Entra ano e sai ano (ainda dá tempo de desejar um ótimo 2013?) e estou eu aqui falando de filmes novamente.

Já que o ano é novo, vamos eleger os 10 melhores filmes de 2012. Para facilitar, coloco aqui uma lista para ajudá-los a lembrar das opções, mas sintam-se a vontade para indicar outros, ok?

Vamos lá:

- 007 - Operação Skyfall
- A Era do Gelo 4
- A Invenção de Hugo Cabret
- Amanhecer - Parte 4
- Argo
- As Aventuras de Tintim
- Atividade Paranormal
- Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
- Battleship
- Branca de Neve e o Caçador
- Capitão América
- Drive
- Espelho, Espelho Meu
- Intocáveis
- Jogos Vorazes
- John Carter - Entre Dois Mundos
- Looper
- Madagascar 3 - Os Procurados
- MIB 3
- Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres
- Moonrise Kingdom
- Na Estrada
- O Artista
- O Espetacular Homem Aranha
- O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
- O Legado Bourne
- O Espião que Sabia Demais
- O Homem da Máfia
- Os Infratores
- Os Mercenários 2
- Os Vingadores
- Para Roma com Amor
- Precisamos Falar sobre Kevin
- Prometheus
- Valente
- Ted
- Um Divã para Dois

Mandem sua listinha elegendo por ordem de preferência os 10 melhores filmes de 2012 para mesteves23@gmail.com ou postem nos comentários até o dia 20/01/13.

O Resultado será divulgado no dia 25/01/13.

[ ]´s Rei

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Intocáveis

Para os amantes da sétima arte, não há nada mais prazeroso que entrar em uma sala de cinema sem grandes expectativas e após duas horas sair dela completamente maravilhado. Essa foi minha reação há poucas semanas quando finalmente assisti Intocáveis.

Na verdade, digo finalmente, porque eu não fui assistir sem nenhuma expectativa. Eu já havia ouvido a edição do Rapaduracast Plus 54 onde comentam o lançamento do filme no circuito nacional e recebido a recomendação de dois colegas. De qualquer maneira, fui surpreendido pois estava esperando um drama e na verdade o filme é uma excelente comédia, ainda que baseado em uma situação dramática, ela é abordada sem sentimentalismo.

O filme baseia-se em fatos reais vividos pelo bilionário aristocrata francês Philippe Pozzo di Borgo e seu cuidador Abdel Yasmin Sellou. No filme, Philippe é retratado pelo excelente ator François Cluzet e Abdel fica a cargo do carismático ator Omar Sy.  Após sofrer um grave acidente, o aristocrata fica paraplégico e resolve contratar um novo cuidador, e para isso, passa a recrutar candidatos ao cargo. Driss (Omar Sy) um ex-presidiário em liberdade condicional candidata-se a vaga sem nenhuma pretensão de obtê-la, pois seu único objetivo é realizar a entrevista, para somar as 3 entrevistas sem sucesso e continuar a receber o seguro desemprego francês.

Durante a entrevista, Driss comporta-se de forma totalmente despretensiosa e sem nenhuma preocupação com as boas maneiras necessárias para a ocasião, o que acaba chamando a atenção de Philippe, que resolve convencê-lo a aceitar o cargo. Começa então uma relação de companheirismo e amizade desprovida de piedade, tanto por parte de Driss, que tem sua cota de problemas familiares, quanto de Philippe.

A química entre esses dois atores é fantástica e fazem certamente o sucesso desse ótimo roteiro. O filme é dirigido pela dupla de diretores e roteiristas Olivier Nakache e Eric Toledano, e tournou-se a maior bilheteria francesa de todos os tempos, superando os antecessores O Artista e O Fabuloso destino de Amélie Poulain.

Hollywood que tanto apreciamos que me desculpe, mas não há nada como um belo roteiro francês, ainda que seja um filme comercial. Como faz o pessoal do podcast MRG (Matando Robôs Gigantes), minha nota de 0 a 5 robôs gigantes para Intocáveis é um raro e valoroso 5 robôs gigantes.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Rolling Stones - 50 Anos!


Comemorar 50 anos de alguém ou de alguma coisa deve ser por si só uma verdadeira celebração. O que pensar de 50 anos de uma banda de Rock? Se lembrarmos que o próprio Rock n´ Roll tem pouco mais de 60 anos, como uma única banda consegue ser tão duradoura?

Desde o último mês de Julho o mundo celebra os 50 anos dos Rolling Stones, a qual para muitos (inclusive por este que vos escreve) é a maior banda de Rock de todos os tempos. Fundada em 12 de Julho de 1962 na cidade de Londres, sua primeira formação era composta por Brian Jones, Keith Richards, Mick Jagger, Bill Wyman e Charlie Watts, e a banda alicerçava-se no bom e velho Blues.

Fãs incondicionais dos grandes Bluesmen Americanos como Muddy Waters, John Lee Hooker, Buddy Guy etc, e também pelo qual é considerado o verdadeiro pai do Rock, Chuck Berry, a banda se baseava no repertório desses artistas. O próprio nome da banda foi sugerido a partir de uma música do Muddy Waters intitulada Rollin Stones, sendo a primeira apresentação da banda com esse nome foi realizada no mítico Marquee Club de Londres, em 1962.

A primeira alteração na composição da banda veio em 1969 com a morte de Brian Jones, o Stone mais famoso nessa época, com então 27 anos (sim, ele é o segundo membro do clube dos 27 e do “J” famosos que morreram nessa idade, que começou com Robert Johnson, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison), apesar dele ter abandonado a banda poucos dias antes de sua morte. Para compor o lugar do Jones, entra na banda Mick Taylor. Dias após a morte de Jones havia um show já programado há muito tempo que fora realizado no Hide Park, em Londres, para um público de mais de 300 mil pessoas, onde foi colocado uma grande foto de Jones, e teve a apresentação interrompida por Jagger para ler uma passagem do poema Adonais de Percy Bysshe Shelley, enquanto 3000 borboletas brancas eram soltas do palco para a plateia emocionada.
 
Ainda em 1969, no dia 6 de dezembro foi realizado um grande show que marcaria definitivamente a vida da banda. Esse show foi ao ar livre na cidade de Altamont, na Califórnia, com um público pelo menos duas vezes maior que do Hide Park e apresentou problemas antes mesmo de começar. A segurança do show foi realizada pelo famosa gangue de motoqueiros Hell´s Angels, de São Franciso. Qualquer pessoa que tentasse subir ao palco era agredida e escorraçada de volta para a plateia. Durante o show do Jefferson Airplane, que abria o show dos Stones, a quantidade de fãs encaminhadas para a enfermaria do local era maior do que os médicos de plantão tinham capacidade de atender. Durante o show dos Stones, um fã que já havia sido agredido pelos selvagens Hell´s Angels, tenta novamente invadir o palco e é esfaqueado por um dos seguranças e acaba morrendo no mesmo dia. O fato é controverso, pois há uma versão de que o jovem esfaqueado estava armado e chegou a levantar o revolver em direção a Jagger, por isso o segurança se jogou em direção a ele e o esfaqueou.

Em 1971 a banda estreia seu próprio selo, o Rolling Stones Records, propiciado pelo fato da banda ter passado para a Atlantic Records. Nesse ano a banda lança o épico disco Stick Fingers, com a capa idealizada por Andy Warhol e lança também o mais famoso logo do Rock, a Boca com a língua para fora, que é equivocadamente atribuído a Andy Warhol, mas que na verdade foi criado por John Pasche.
Em 1974 os Stones gravam o clássico It´s only Rock n´Roll no estúdio de Ronnie Wood, então guitarrista do The Faces (liderada por Rod Stweart) e qual acaba assumindo a segunda guitarra da banda, após saída repentina de Mick Taylor que opta por seguir carreira solo.




Após vários sucessos na década de 70, os Rolling Stones saem da Atlantic Records e vão para a EMI em 1981 e lançam o disco Tattoo You, tido por muitos com o melhor álbum dos Stones e o maior sucesso comercial.

Em 1985, Ian Stewart, pianista da banda e considerado o 6º Stone morre em virtude de um ataque cardíaco e é homenageado no ano seguinte com o álbum Dirt Work.
 
Após alguns anos separados em virtude de desentendimentos entre Jagger e Richards, os integrantes aproveitam para lançar álbuns em carreiras solo. Em 1989 os integrantes da banda colocam os problemas de lado, gravam o álbum Steel Wheels e inauguram a onda dos mega palcos e tornam-se a maior banda de todos os tempos. A partir de 1990 e do lançamento de Flashpoint, a banda torna-se expert nos negócios, transformando-se em uma banda multimilionária, alcançando espaços na mídia até então nunca vistos, consolidando a marca “The Rolling Stones”.

Em 1993 outro membro fundador deixa a banda; o baixista Bill Wyman. Para seu lugar é contratado o baixista Darryl Jones, não sendo considerado membro oficial. Ainda esse ano é lançado o álbum Voodoo Lounge e finalmente a turnê da banda vem para o Brasil (eu estava lá no Pacaembu e quase tive um ataque cardíaco de emoção, rs..), já que na década de 70 os shows programados para serem realizados no Brasil e outros países da América do Sul fora boicotado pelos então governos militares.

Em 2002 a banda completa 40 anos e lança o disco Forty Licks, e saem em turnê ao redor do mundo, intitulada como Licks Tour. Três anos mais tarde é lançado o álbum e a turnê A Bigger Bang, que passa pelo Brasil através de um mega show gratuito na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para mais de 1,5 milhões de pessoas, entrando para a história como o maior show da banda e o maior concerto de rock de todos os tempos.
No ano de 2008, estreou nos cinemas mundiais o filme The Rolling Stones Shine a Light, concebido e dirigido por pelo grande diretor Martin Scorsese (um declarado fã da banda), com 16 câmeras focadas diretamente nos músicos. O filme mostra ainda imagens de arquivo desde o início da banda nos anos 60, confrontando com declarações atuais dos integrantes.
 
Finalmente em 2012 a banda completa seus 50 anos de trabalho e são considerada uma das mais antigas em atividade. No mesmo ano, começam a ensaiar para saírem em uma nova turnê no fim do ano, ou início de 2013, aquela que pode ser a turnê de despedida da banda, e lançam um novo logo comemorativo, desenhado pelo artista Shepard Fairey.




E para continuar a comemoração, as próximas versões na sessão “Música” será dedicada aos Rolling Stones.